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terça-feira, 12 de abril de 2011

DESARMAMENTO

Não compre uma arma, não tenha uma arma em casa, as armas oferecem grandes perigos a quem as porta ou possui, ainda mais se o faz sem treinamento adequado.
Dito isto, vamos a proposta do senhor José Sarney, de refazer o referendo pelo desarmamento. Em 2005 quase dois terços da população, aproximadamente 70%, votou pela legalidade da venda de armas para a população, e apesar do resultado, o referendo não foi efetivo quanto a deliberação popular, pois inconformadas as forças políticas que foram derrotadas, entre elas Renan Calheiros, criaram uma burocracia que impede as pessoas que desejam cumprir as regras e comprar armas legais o façam, aumentando o comércio ilegal, tornando as armas ilegais uma alternativa fácil, perigosa e inconcebível, ao cidadão e ao estado.
Muito se diz sobre a queda da violência após o desarmamento, mas na verdade essa queda não tem relação causal, em 2003 registravam-se 28,9 mortes por 100 mil habitantes e em 2005, 25,2 por 100 mil habitantes, porém quando melhor analisado revela um aumento substancial dos homicídios em alguns estados, e a queda em outros, e não explica o porque já que a queda no estoque de armas caiu no país inteiro, ignora também o dado o envelhecimento da população.

Mais uma vez nos debates iniciados não se fala na proibição a proliferação de armas legais nas mãos de seguranças e empresas de segurança privadas, ou seja o direito dos ricos será mantido, e poderam comparecer a qualquer manifestação pela paz com seus seguranças armados, como cidadãos de primeira classe que se pretendem, e pregar ao povo a “boa nova” que ignora e contradiz frontalmente o aparato belicista que os cerca.
Hoje ajudados pela repulsa aos toscos componentes da bancada da bala, movimentos e organizações sociais abraçam a causa, levando consigo boa parte da opinião pública, que não percebe o perigo de se desrespeitar o voto dado pelos brasileiros pela manutenção de um direito.

Tempo melhor gasto no congresso, seria discutir com verdade e honestidade a mordaça que o senhor José Sarney, e família, obrigam que o Jornal o Estado de São Paulo use a quase dois anos, proibindo a divulgação de notícias relacionadas a operação boi barrica da policia federal.

Mantêm a coerência o presidente do Senado José Sarney, ignorando os princípios da democracia defende a diminuição de direitos, o desrespeito ao voto da população em 2005, a supressão da liberdade de imprensa, e tudo isso sem disparar um único tiro.
Apoiamos a campanha desarmem o presidente José Sarney já.