Podemos afirmar que:
1. A Páscoa tem o sentido de libertação. O maior ato de injustiça é a forma com que um ser humano subjuga o seu semelhante.
2. A Páscoa tem o sentido de ressurreição. Jesus disse que ele mesmo é a ressurreição e a vida (João 11:25). A ressurreição deve ser também a possibilidade para que as pessoas saiam de seu flagelo social e tenham condições dignas de sobrevivência.
3. A Páscoa tem sentido de renovação. Celebração da Vida e da Esperança Cristã. Renovação, significa buscar que todos tenham condições mínimas de educação, saúde, trabalho e habitação.
Nestes dias que antecedem a Páscoa, e diante dos momentos que estamos passando, das mesquinhas disputas internas que pautam, e expõe vergonhosamente nosso partido, e que pouco, ou nada interessam as pessoas que vivem em nosso bairro, em nossa cidade, em nosso país, lembro-me de São Francisco de Assis;
Na primavera de 1209 Francisco solicita audiência com o Papa Inocêncio III, Papa Inocêncio havia sonhado que a Basílica de São João de Latrão estava a desmoronar, quando de repente surgia do nada um homenzinho, que estendia seus braços frágeis e a impedia de cair, Papa Inocêncio reconhece em Francisco o homem de seu sonho que impedia a queda e a destruição da igreja.
Porque era verdade que a igreja estava em sérios problemas, tão graves porque as ameaçãs não procediam do exterior, senão de sua própria corrupção interna, que provinha do abandono dos princípios e valores cristãos fundamentais.
Como partido político não temos a pretenção, que seria extremamente equivocada, de pregar a palavra de Deus, mas a nosso modo vivemos tal qual a igreja em queda do sonho do Papa Inocêncio, cada dia uma parte de nossa estrutura política cai, e como a igreja de 1209, o PSDB da capital de São Paulo precisa urgentemente retomar os princípios fundamentais de nossa fundação.
E apenas nós, militantes, muitas vezes frágeis politicamente, podemos lutar para segurar esta queda vertiginosa, e acreditem nossa fragilidade será a nossa força, pois a maioria de nós sem ganhar nada, sem dever nada, empregos, favores, a ninguém, pode usar a voz legítima para conduzir o processo, longe das lideranças de encomenda, das gargantas alugadas, e das mentes loucas e imaturas que radicalizam o debate, fazendo tremer e ruir ainda mais a estrutura que resta, é um momento impar que vivemos, onde devemos exigir o espaço para que se propague a nossa voz, porque não resta outra opção, ou se estabelece a democracia interna real, com avaliação de mandatos, avaliação de gestores e de políticas públicas, eleições transparentes sem a pressão que os processos escusos de patronagem impõe, ou caso contrário, que administrem as ruínas, certamente prontas a concordar cegamente com qualquer posição, por mais absurda que seja.
Desejamos que a Páscoa renove os sentimentos e estabeleça a vida de um novo PSDB, contendo tudo o que defendeu no passado e ainda mais, em favor das pessoas.
FELIZ PÁSCOA A TODOS.
