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terça-feira, 26 de abril de 2011

GESTÃO DO PSDB DEMOCRATIZA ACESSO AS TECNOLOGIAS NA SAÚDE

Instituto do Câncer instala maior laboratório destinado a pesquisa sobre câncer na América Latina.

O Instituto do Câncer o maior hospital especializado em tratamento de câncer da América Latina, inaugurado em 2008 pelo ex governador José Serra, após investimentos de R$ 270 milhões em obras e equipamentos, conta com 580 leitos, sendo 84 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), heliponto, equipamentos de última geração e gestão da Faculdade de Medicina da USP, podendo realizar por mês cerca de 1,5 mil internações, 33 mil consultas ambulatoriais, 1,3 mil cirurgias, 6 mil sessões de quimioterapia e 420 de radioterapia, com custo anual estimado em R$ 190 milhões, ganhou dia 14 de abril, o maior laboratório destinado a pesquisas sobre o câncer da América Latina.

Tecnicamente chamado de Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Icesp, é a unidade coordenadora de uma rede composta por 20 grupos que atuam em pesquisa básica e aplicada em oncologia, o investimento foi de R$ 2 milhões.

O Centro conta com equipamentos ponta, que incluem microscópios a laser, sequenciadores de DNA, separadores de células e ambientes para cultivo de células e produção de DNA recombinante e vírus recombinantes, outra novidade é a implantação de um banco de amostras biológicas, com fragmentos de tumores congelados, amostras de sangue, RNA, DNA e proteínas coletadas dos pacientes.
O local atenderá programas de pesquisas clínicas, oncologia molecular (que estuda, por exemplo, novos marcadores para diagnóstico de tumores), inovações terapêuticas e, posteriormente, medicina regenerativa aplicada à oncologia.
“Trata-se de um verdadeiro salto de qualidade na produção de conhecimento científico, na busca incessante de informação sobre o comportamento dos tumores e de novas formas de tratamento da doença”, destacou o ex diretor do Instituto e atual secretário de Estado da Saúde Giovanni Guido Cerri.
Os projetos de pesquisa que serão priorizados pelo Centro se dividem em quatro etapas. O primeiro é o Programa de Pesquisas Clínicas, que inclui estudos de novas formas para prevenir, diagnosticar ou tratar o câncer. Já o segundo, denominado Programa de Oncologia Molecular, se refere a estudos que vão do diagnóstico até as mais recentes inovações no campo molecular, como novos marcadores para diagnóstico de tumores, diagnóstico molecular por imagem e outros.
Ultrassom
O Icesp também irá disponibilizar aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) um equipamento ultrapotente que destrói tumores. Trata-se do High Intense Focus Ultrassound (Hifu), uma tecnologia inovadora resultante da fusão do ultrassom de alta intensidade com a ressonância magnética.
Pioneiro na América do Sul, o novo procedimento será utilizado, inicialmente, para tratar miomas e metástases ósseas, mas a ideia é ampliar seu uso para outras áreas da oncologia. O investimento para aquisição do equipamento foi de R$ 1,5 milhão.
O Hifu concentra até mil feixes de energia ultrassônica com extrema precisão em um tumor no interior do corpo. Cada feixe passa através do corpo sem causar lesão, mas, quando convergem para o ponto selecionado, elevam a temperatura nesse local. A ressonância magnética serve para localizar e direcionar essa energia precisamente no tumor, de forma interativa e em tempo real, fornecendo imediata confirmação da eficácia da terapia.
O aparelho permitirá investigar novas terapias que, aliando o ultrassom à ressonância magnética, viabilizarão o tratamento de tumores sem a necessidade da realização de cortes e cirurgia ou de internação. Por não ser invasivo, o método, que dura aproximadamente duas horas, permite que o paciente realize o procedimento consciente, permanecendo acordado e podendo voltar para casa no mesmo dia.
Os pacientes que se beneficiarão da novidade integrarão os protocolos de pesquisa clínica do Icesp. Além de esta ser uma novidade na área oncológica, a aquisição do equipamento estabelece inúmeras possibilidades e caminhos no ambiente de pesquisa. Isto representa um grande avanço não apenas para os pacientes do SUS, como também para a instituição, que se reafirma como referência na área de investigação e tratamento do câncer. A gestão do PSDB no estado democratiza assim o tratamento de ponta oferecido nos centros hospitalares privados, a todos os usuários do SUS, ganha São Paulo e também, o país, que passa a ser reconhecido por sua produção científica e desenvolvimento de novos protocolos e tratamentos.

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