Como a personagem da ópera de Puccini, muito do que a presidente Dilma acreditava no passado já não está tão presente em seu dia a dia, seu casamento "ideológico" com Collor e Sarney, por exemplo, são pontos conflitantes com suas crenças históricas, mas no país de Buterfly, a China, aquela retratada na ópera, as coisas também mudaram. Na pauta das reuniões permace o espírito de tentar alterar uma relação comercial Brasil-China ,que parece mais reproduzir um antigo padrão de troca entre país desenvolvido (que exporta produtos manufaturados) e país em desenvolvimento (que exporta matérias-primas) do que um o propalado mas fictício relacionamento Sul-Sul, ficção tão admirada pelo ex presidente Lula, quanto seu bom governo.
A exemplo de Buterfly, Dilma abandona as reinvindicações do país, não foi discutida antes da viagem, no governo o programa especial para agregar valor às exportações de produtos básicos para a China, apresentado pelo ex-ministro do Desenvolvimento Sergio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, por outro lado empresas brasilerias anunciam investimentos na China, o frigorífico Marfrig, informou que a empresa vai investir mais de US$ 300 milhões de dólares em duas joint-ventures com empresas chinesas (uma com a Cofco, a maior empresa de alimentos da China) nos setores de logística e distribuição de produtos alimentícios, abate de frangos e fabricação, na China, de rações animais.
Em homenagem a hospitalidade do local, flanando na cidade proibida Madame Dilma, se proibe também de emitir opiniões sobre os direitos humanos, sorte o Irã ainda não ser uma econômia tão robusta, ou nossa presidente seria obrigada a colocar embaixo do tapete vermelho da recepção a execução de mulheres a pedradas, como fez com os milhares de presos políticos que o país mantem cativos, é os tempos duros de cárcere de nossa outrora lagarta Dilma se vão longe.
Na ópera Buterfly fica encantada com a corte de um americano, e com o muito pouco que ele lhe oferece, acaba perdendo o próprio respeito, e busca morrer com honra já que conclui que chegrá a um ponto em que é impossível viver sem ela, a encantadora China, nós vê como fazendeiros competentes, mas não podemos nos contentar com isso, ou a exemplo de Madame Buterfly, acabaremos sozinhos em nossa grande fazenda-favela, vendo nossas indústrias buscando alguma honra na hora de morrer.