A crueldade que é impor o tabalaho a crianças no país foi retratado no programa da tv Bandeirantes “A Liga”, chocados, os repórteres acompanharam as crianças em várias atividades, desde a venda de balas em semáforo, até o preparo de vísceras de boi.
Muitos dos entrevistados consideraram normal crianças exercerem atividades remuneradas, que muitas vezes as expunham a riscos e a exploração
Em 2004, o Brasil tinha 5,3 milhões de trabalhadores entre 5 e 17 anos, quatro anos depois, eram 4,5 milhões, em 2009, era de 4,3 milhões, e de acordo com dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), a queda é cada vez mais lenta e o índice de trabalho infantil ainda é elevado.
Renato Mendes, coordenador de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi consultado pelo programa, “Trabalho infantil não pode ser solução para a pobreza, pobre é o país que depende dos calos de suas crianças para sobreviver”, afirmou.
Para o coordenador, a criança e o adolescente devem ter oportunidades, acesso à escola e um grupo social que os ajude a aprender no mundo do trabalho de forma protegida e sem fazer disso uma obrigação ou uma necessidade.
Em São Paulo é necessário que os governos se mobilizem contra a exploração infantil pelo trabalho, que vemos de maneira mais clara nos faróis e cruzamento da cidade, quando crianças são utilizadas desde os primeiros meses de vida em busca de uma comoção monetária. Isto é crime, é inaceitável, e mesmo se considerando a situação de vulnerabilidade em alguns casos, já que outros são pura picaretagem, cabe a repressão aos exploradores.
Assista abaixo à cenas do programa:
A Liga - youtubePara Saber mais;
MTE - Trabalho Infantil
UNICEF
O GLOBO