Sem política pública para a segurança como aponta estudo do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, dos cerca de 50 mil homicídios cometidos por ano no país, só 8% são resolvidos, para se ter uma ideia do problema, são pelo menos cem mil assassinatos sem solução no Brasil até 2007 — e muitos já prescritos dentro do prazo de 20 anos previsto pelo Código Penal Brasileiro
Em noticia do jornal O Globo, é feita a pergunta: Por que é tão difícil a polícia identificar e prender um assassino no Brasil?
E a resposta dada por especialista ouvidos pelo jornal apontam uma série de fatores que prejudicam o esclarecimento dos homicídios, alguns pontuais localizados, como o sucateamento das delegacias, a falta de infraestrutura das polícias técnicas nos estados para obtenção de provas, o déficit do número de investigadores, a burocracia, outros mais sérios dizem respeito a falat completa de uma política nacional de segurança pública que integre delegados, promotores e a Justiça no andamento dos inquéritos.
Segundo o autor da pesquisa Julio Waiselfisz, "O Brasil não tem uma estrutura de segurança pública formada. Não há um sistema nacional integrado para o tema. Há uma resistência grande em abrir a caixa-preta da criminalidade no país. Tem estado, cujo índice de solução de homicídios não chega a 2%.".
A falta de uma política federal que oriente, financie e defina metas concretas para as ações de segurança no país, cria e alimenta dramas como o do administrador de empresas Renato de Santana Baptista que até hoje não sabe quem matou seu pai, o empresário Luiz Carlos Duarte Baptista, o Carlinhos da Tinguá, morto em março de 2009 quando ia para otrabalho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
"O caso ficou parado seis meses na 52a -DP . Depois, foi para a Delegacia de Homicídios da Baixada e também parou. Para mim, édesanimador .Não tenho expectativa de ver os assassinos presos." diz Baptista. Cláudio Beato, coordenador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca, "Hoje, a polícia investiga com base em depoimentos de testemunhas. É um método atrasado, defasado. Só há peritos de corpos e não de cenas do crime. Nos Estados Unidos, a testemunha é a prova menos importante em um julgamento. No Brasil, a confissão é o objetivo. Se não há confissão, dificilmente chega-se ao autor."
Omissão e silêncio no governo do PT.
Procurada pelo jornal O GLOBO, Regina Miki, secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), não respondeu aos pedidos de entrevista.
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