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sexta-feira, 27 de maio de 2011

São Paulo é o primeiro Estado do mundo a adotar padrão mais rígido de limites para poluição




São Paulo é o primeiro Estado do mundo a adotar padrão mais rígido de limites para poluição, em acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O documento, discutido e elaborado por um grupo de trabalho desde março de 2010, delimita metas de qualidade do ar mais exigentes que as hoje em vigência. Esses são os parâmetros usados para que a cidade de São Paulo, por exemplo, seja colocada em estado de alerta, atenção ou emergência por causa da poluição.
Novas metas influenciarão os requisitos para empresas obterem licenças ambientais e a aplicação de medidas mais extremas nas cidades, como a interrupção de aulas e a ampliação do rodízio de veículos sempre que o nível de poluição atingir índices críticos.
Ônibus movido a Etanol
Na capital paulista, quatro mil pessoas morrem por ano de doenças provocadas ou agravadas pela poluição.
Foram entregues na última quinta-feira, 26, os primeiros dez ônibus movidos a etanol que vão entrar em operação com o selo Ecofrota/Etanol na cidade de São Paulo.
Está prevista ainda a entrega de outros 40 veículos até o final de junho. A capital paulista é a primeira cidade das Américas a implantar o modelo a etanol na rede municipal de transporte coletivo.
Os novos ônibus reduzem em até 90% a emissão de material particulado na atmosfera em relação aos coletivos movidos a diesel. Diminuem também em 80% a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global, em 62% a emissão de óxidos de nitrogênio e não liberam enxofre, o causador da chuva ácida.
Governo Federal Incompetente;

Já o governo federal petista e incapaz se nega a determinar que a Petrobras diminua a quantidade de enxofre, um dos poluentes atmosféricos mais preocupantes nas cidades por causar doenças, no diesel, e descumpre uma determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)

Pela norma do Conama, a Petrobras estava obrigada a diminuir o enxofre no diesel metropolitano de 2000 para 50 ppm até janeiro de 2009, atendendo às metas do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

O diesel sujo é o maior vilão da poluição nas cidades. "Sozinho, sem contar os demais poluentes, causará 25 mil mortes na capital paulista até 2030, se nada mudar na sua qualidade", diz o pesquisador Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP, especialista em impactos da poluição à saúde.

No Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP, coordenado por Saldiva, os pesquisadores calcularam que o custo da sujeira lançada no ar de São Paulo - incluindo enxofre e demais gases - gira em torno de US$ 1 bilhão por ano. A conta leva em consideração os gastos com internações hospitalares e os prejuízos que resultam dos dias perdidos de trabalho e das mortes.

Para o Brasil, ao considerar as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Recife, o impacto financeiro supera o dobro do paulistano.

"Calculamos as perdas em dinheiro, porque as autoridades não se impressionam apenas com as filas nos hospitais e com as mortes", diz Saldiva. Em São Paulo, a poluição causa uma média de 19 mortes por dia. Em 2009 o número de mortes atingiu 7 mil - uma perda silenciosa, "uma conta que precisa fazer parte das planilhas econômicas para decidir investimentos" diz Saldiva.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sp-adota-padrao-mais-rigido-de-controle-do-ar,724299,0.htm


http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,primeira-frota-de-onibus-movidos-a-etanol-e-entregue-em-sao-paulo,724483,0.htm