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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Governo do PT quer criar desemprego financiado com dinheiro público.

O BNDES informou aos jornais que aceitou analisar uma operaçãod e crédito no valor de 2 bilhões de euros, cerca de 4,5 bilhões de reais, de acordo com a consultoria Estáter, que elaborou a proposta de fusão, 1,7 bilhão de euros seriam aportados pelo BNDES e 300 milhões de euros pelo BTG Pactual, por meio de ações.
Com os valores absurdos envolvidos, fica a pergunta sobre qual seria o interesse público nessa operação, já que o dinheiro do banco público estaria deixando de incentivar pequenas e médias empresas que geram a maior parte dos empregos do país, para favorecer grandes conglomerados muito ricos, fugindo de seu compromisso social.
O líder do PSDB, senador Álvaro Dias disse: “Achamos um absurdo. Essa aplicação dos recursos exclui a hipótese de banco social. O que há é um banco privilegiando megaempresários no país com recursos públicos.”
Desemprego a vista.
Segundo cálculos estimados por Claudio Galleazi, sócio do BTG Pactual, fundo que apresentou a proposta do Carrefour, lojas dos grupos que estiverem muito próximas poderão ser fechadas.
A Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários) divulgaram manifesto preocupados com a preservação de empregos após uma eventual a fusão financiada com recursos do banco público entre o Pão de Açúcar e o Carrefour.
"É importante que as partes envolvidas abram negociação com as entidades representativas dos trabalhadores para evitar desemprego nesse importante setor econômico. Queremos transparência e lisura na discussão, visto que parte dos investimentos da fusão virá do BNDES, ou seja, por intermédio de verbas públicas", afirma a entidade em nota.
A entidade alerta ainda para o risco da fusão promover um monopólio no setor varejista. "A união das empresas criará uma gigante que dominará praticamente um terço do varejo supermercadista brasileiro. Claro indício de que haverá concentração, gerando potencial anticompetitivo", acrescenta o manifesto.
Para evitar que o negócio tenha impacto negativo sobre os consumidores, a entidade afirma que pretende alertar o Cade para que estabeleça regras claras para o setor.
O Carrefour é a segundo maior varejista do mundo, e enfrenta graves problemas desde a crise financeira de 2008, que derrubou a economia europeia, onde está mais de 70% da operação do grupo. A fusão seria uma solução ousada para ajudar o Carrefour a se reerguer, já que na prática o grupo francês se tornaria dono de metade do grupo Pão de Açúcar.