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quarta-feira, 6 de julho de 2011

MAIS UM MINISTRO DO GOVERNO PETISTA DEIXA GOVERNO POR ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO


Charge no blog do álvaro dias
O ministro Alfredo Nascimento (Transportes), filiado ao Partido da República, mesmo partido do palhaço Tiririca, não resistiu às acusações de superfaturamento em obras e recebimento de propina envolvendo servidores dos órgãos ligados ao ministério e caiu nesta quarta-feira.


O ápice da crise foi a acusação, veiculada pelo jornal O Globo, de que seu filho, Gustavo Morais Pereira, teria aumentado seu patrimônio em 86.500% em cinco anos de forma ilícita.
Agora o ex-ministro vai voltar ao seu posto de senador, para o qual foi eleito com apoio do PT, que indicou seu suplente.

Governo da presidente Dilma na lama.
(Informações da revista veja www.veja.com.br)

Reportagem da revista "Veja" denunciou haver participação da cúpula do ministério em irregularidades, segundo a presidente Dilma Rousseff o Ministério dos Transportes está sem controle, as obras estão com os preços inflados (superfaturados).

Elevação do orçamento de obras em ferrovias, que passou de 11,9 bi­lhões de reais, em março de 2010, para 16,4 bilhões neste mês - salto de 38% em pouco mais de um ano, a Valec - a estatal que cuida da malha ferroviária, ter aumentado em 828 milhões de reais um trecho de ferrovia cujo custo havia sido estimado apenas seis me­ses antes. no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelas rodovias não se sabe por que uma parte da BR-116, entre Eldorado do Sul e Pelotas, no Rio Grande do Sul, estava es­timada em 1 bilhão de reais.

O esquema do PR parece um clone do grande es­cândalo do governo Lula, o mensalão. No relato das pessoas ouvidas por VEJA, o PR cobra propina de seus for­necedores em troca de sucesso em lici­tações, dá garantia de superfaturamen­to de preços e fecha os olhos aos aditi­vos.

Os empreiteiros pagariam um "pedágio político" de 4% sobre o valor das faturas recebidas. A maior parte dos recursos é destinada aos cofres da dire­ção nacional do PR, agremiação co­mandada pelo ministro Alfredo Nasci­memo e pelo deputado Valdemar Costa Neto - respectivamente, presidente e presidente de honra do partido. No governo Dilma, sob a batuta de Valdemar Costa Ne­to, os negócios se encorparam e vão de vento em popa.

Valdemar exerce o sexto mandato de deputado fede­ral, eleito por São Paulo e, na prática, é quem comanda o PR. Em 2005, foi obrigado a renunciar pelo escân­dalo do mensalão. Es­capou da cassação, mas, dois anos mais tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu pro­cesso contra ele por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

"Eles exigem 5% das consultorias. Quem não paga está fora do ministério", contou a VEJA um dos participantes da reunião.

O Partido da República "acerta" os deta­lhes técnicos com as consultorias e, depois, mantém uma parceria informal com a Asso­ciação Nacional das Empresas de Obras Ro­doviárias (Aneor). Às vésperas do lançamento de uma licitação, em­preiteiros se reúnem na sede da entidade em Brasília e dividem entre si lotes da obra em questão. Investigações da Polícia Federal já flagraram essa arma­ção, responsável por aumentar os preços. "Quem combina tudo, do preço à empresa que vai ganhar, é a direção da Aneor com o Valdemar. Nas reuniões, não se pode entrar nem de telefone celular. Todos levam alguma coi­sa, mas quem discordar perde tu­do", contou um empreiteiro.

O presidente da Aneor, o empresá­rio José Alberto Ribeiro, negou que haja combinação de preço como forma de burlar a livre concor­rência. Ele diz que sua intervenção é feita no sentido de impedir que sejam efetuadas propostas a preços irreais: "Mostramos aos associados que, se de­rem um desconto acima do justificável, não conseguirão fazer a obra e, se fize­rem, será de má qualidade". Ribeiro admite serem frequentes as reuniões com parlamentares, assim como a in­fluência de Valdemar Costa Neto no Ministério dos Transportes. "No modelo brasileiro, cada ministério pertence a um partido. O Valdemar é o mais influente. Temos de conversar  com ele. Antes, a gente "acer­tava" direto com o parlamen­tar que trabalhava pela obra. Agora, o dinheiro é entregue a um funcionário do ministério", relata um empreiteiro.

Na semana passada, a Aneor mar­cou uma dessas reuniões para "enca­minhar" a licitação de uma obra na BR-280, em Santa Cararina, uma empreiteira orçada em 900 milhões de reais. A concorrência formal vai acontecer na próxima sexta-feira. Segundo um empreiteiro convidado, a entidade já havia decidido o preço e o nome da empresa que venceria a disputa por um dos lotes da obra.

O Dnit in­formou que não há influência de Valdemar nas decisões do órgão e que, na reunião com os consultores, ele apenas "cumprimentou rapidamente" os parti­cipantes e foi embora.

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