Injustamente dividido entre a população brasileira, o acesso a tecnologias de saúde ainda é precário em muitas regiões do país, é esse o retrato da tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS), para atender 152 milhões de pessoas, o equivalente a 80% da população, as unidades de saúde pública contam com apenas 56% dos aparelhos para diagnóstico e tratamento de doenças disponíveis no país. O restante está exclusivamente a serviço de clientes privados, público que corresponde a um terço da clientela do governo.
O cálculo foi feito pelo GLOBO, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A oferta de serviços constantemente não atende ao previsto pelo próprio Ministério da Saúde para orientar os gestores do SUS, regra prevê, por exemplo, um tomógrafo para cada cem mil habitantes, quando há, de fato, um para cada 166 mil brasileiros. Conforme a norma, haveria um aparelho de raios X para densitometria óssea para cada 140 mil pessoas. Na realidade, segundo os números do IBGE, há um para cada 520 mil.
Investimento em saúde não cresceu nos últimos anos
Estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA), revela que os R$ 50 bilhões investidos pelo governo brasileiro na área da saúde em 2007 e o valor semelhante previsto para 2008 representam o mesmo gasto por pessoa custeado pelo poder público no início da década de 90: o equivalente a US$ 280 anuais por pessoa.
O valor não chega à metade da média mundial de US$ 806 per capita.
O valor não chega à metade da média mundial de US$ 806 per capita.
O levantamento aponta que em 1990 as pessoas com mais de 60 anos de idade representavam 13,3% da população do país. Em 2020, serão cerca de 24% dos brasileiros.
Além da ampliação do aporte de recursos, é necessário adotar mudanças na gestão do sistema de saúde do país que permitam melhorar a eficiência na aplicação do escasso dinheiro público, porque se investimos um número semelhante à média da região e os nossos indicadores são piores, há alguma coisa errada sobre a forma como são geridos esses recursos.
Além da ampliação do aporte de recursos, é necessário adotar mudanças na gestão do sistema de saúde do país que permitam melhorar a eficiência na aplicação do escasso dinheiro público, porque se investimos um número semelhante à média da região e os nossos indicadores são piores, há alguma coisa errada sobre a forma como são geridos esses recursos.
De acordo com os pesquisadores, os gastos em saúde vêm aumentando em todo o mundo nos últimos anos, tanto em função do envelhecimento da população, como pela incorporação de novas tecnologias.
Veja o estudo completo:
Veja a reportagem do O Globo