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sábado, 21 de janeiro de 2012

Entenda o que é o PIPA e o SOPA

São dois projetos de lei, o Stop Online Piracy Act (pare com a pirataria on-line, em tradução livre), conhecido como Sopa, e "Protect IP Act" (ato para proteção da propriedade intelectual), chamado de Pipa, que estão no Congresso dos Estados Unidos, provocaram manifestações ou interrupções de serviços de sites importantes como Google, Wikipedia e Craigslist, de classificados, nesta última quarta-feira (18).

Ambos os projetos de lei dizem visar combater a pirataria na internet. O Pipa deverá será votada pelo Senado norte-americano no dia 24 de janeiro. O Sopa ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara.

No Sopa, a proposta é ter penas de até 5 anos de prisão para os condenados por compartilhar conteúdo pirata por 10 ou mais vezes ao longo de 6 meses.

Os sites como Google e Facebook, por exemplo, também poderiam ser punidos pela acusação de "permitir ou facilitar", o que é muito vago, a pirataria. A pena seria o encerramento dos serviços e banimento de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes em nível internacional.

Pela lei, qualquer site pode ser fechado apenas por ter conexão com outro site suspeito de pirataria a pedido do governo dos EUA ou dos geradores de conteúdo.

Ferramentas de busca como o google por exemplo, teriam que remover dos resultados das pesquisas endereços que compartilhem conteúdo pirata, correndo o risco de punição.

Empresas de tecnologia como google facebook, wikipedia, cragslist e wordPress, entre outros, são contra os projetos de lei, pois caso aprovados, eles teriam menos liberdade da internet e dão poderes em excesso para quem quiser tirar os endereços do ar, prejudicando o funcionamento da web em todo o mundo.

A Casa Branca também se manifestou contra os projetos, afirmando que eles podem atentar contra a liberdade de expressão na internet. Sem o apoio, eles podem sofrer modificações ou até serem diluídos no Congresso e no Senado americanos.

Em mensagem publicada em seu blog no último fim de semana, a Casa Branca afirmou que não pode apoiar "um projeto de lei que reduz a liberdade de expressão, amplia os riscos de segurança na computação ou solapa o dinamismo e inovação da internet global".



Restrições ao direito de expressão e de informação no Brasil

Tentam saber tudo que fazemos
mas escondem o que fizeram.
Temos por aqui o ex presidente da República e presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), favorável ao sigilo eterno de determinados documentos em poder do governo. Sarney se juntou outro político, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL), que mantém postura semelhante sobre o projeto de lei complementar nº 41, de 2010, enviado pelo ex-presidente Lula ao Congresso no ano passado.

O projeto, em que a presidente Dilma estava empenhada e que gostaria de haver sancionado já no dia 3 de maio passado, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, regulamenta o acesso a “informações de interesse coletivo produzidas ou custodiadas pelo Estado” e que, na prática, liberaliza o cofre blindado com que se mantêm documentos até sobre a Guerra do Paraguai (1864-1870)..

Sarney e Collor estão fazendo tudo para atrapalhar a aprovação do projeto, e parece que vão conseguir: a nova coordenadora política do governo Dilma, a ex-senadora Ideli Salvatti, já deu sinais de que, em nome de outros temas de interesse do governo que estão no Congresso, vai recuar em relação a esse precioso instrumento de liberdade de informação que poderia ser a nova lei.

Sarney, Collor e os que estão ao lado de ambos estão recusando aos brasileiros um direito básico, elementar, de que não se pode abrir mão de forma alguma: o direito de conhecer a própria História.
Outra iniciativa que caminha paralela a esta é o projeto que tipifica como crime vazamento de informação de investigação criminal sob sigilo e proíbe a divulgação dessas informações.

Ou seja, caso jornalistas divulguem alguma informação também poderão ser enquadrados no crime, que prevê pena de dois a quatro anos de prisão, além de multa.

O autor deste projeto, apelidado de Lei da Mordaça, é o deputado Sandro Mabel do (PR-GO), mesmo partido que indicou o suplente de Marta Suplicy ao senado em São Paulo.
Projeto do PT é risco a democracia

Atentatório a liberdade de expressão é também o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) do governo federal petista, que prevê o controle social da mídia.

Considerado por especialistas uma ameaças à democracia no Brasil o plano de direitos humanos e o posicionamento do PT sobre controle social das mídias o que prevê o acompanhamento editorial dos meios de comunicação.

No lançamento da candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão presidencial, o PT anunciou apoio incondicional ao plano de direitos humanos.

O filósofo Denis Rosenfield diz que o PT “é um partido contra a liberdade de expressão”. “A leitura dos documentos mostra isso. Todas as manifestações de apoio à Cuba dos irmãos Castro e à Venezuela de Chávez vão nesse sentido. No Brasil, vivemos em uma sociedade democrática no debate de idéias. E o PT procura subverter a democracia pelos meios democráticos. E para isso é fundamental o cerceamento dos meios de comunicação.”

Demétrio Magnoli afirmou que a idéia de controle social da mídia “é oficial nos documentos do PT”. Para ele, não se pode avaliar como seria se o PT não vencesse a eleição. “O cenário atual é de continuidade”, disse, acrescentando que o governador de São Paulo, José Serra, não assumiu a candidatura.

O cientista político Amaury de Souza finalizou dizendo que, para manter a democracia no Brasil, é preciso um maior envolvimento da população em entidades associativas.

“Isso falta no Brasil de maneira dramática. Daqueles que participam, cerca de 50% a 40% que pertencem a alguma organização pertencem a igrejas ou tempos. No alto da pirâmide, encontramos quem participe de oito instituições. Precisamos cultivar a arte da associação no Brasil. Isso é fundamental, as pessoas jamais entenderão a liberdade de expressão, de mercado, religiosa, através de uma pregação. Se aprende através do envolvimento em uma ação comunitária.”

Ainda no Brasil temos a tentativa de aprovação de um PL, chamado de AI5 difgital, que prevê que os usuários de serviços interativos, dentre eles e-mails, bate-papos e blogs, forneçam dados cadastrais como nome, endereço, telefone, identidade e CPF as “autoridades”, a falta desses requisitos pode resultar em reclusão de dois a quatro anos, o projeto de lei prevê ainda a punição dos os provedores de Internet, que seriam responsáveis por todo o conteúdo, caso permitissem o acesso sem o cadastro prévio.
Na Assembleia Nacional Francesa tamita uma lei chamada LOPPSI II (em tradução livre = Lei de Orientação e Programação para a Segurança Interior) que possibilidade ao governo instalar trojans em computadores para monitorar pessoas, e a bloquear ou filtrar endereços de internet, que “julgue” necessário. O custo de todo este controle à França seria de cerca de 140 milhões de euros anuais.


Filtros já vem sendo usados por países como a China, Irã e Arábia Saudita. A grande crítica a esse ponto do projeto é que não adianta ativar "o filtro" pois os conteúdos continuarão a ser trocados através das chamadas redes P2P (ponto a ponto).

Na Itália o envio de trojans para o computador do suspeito já é autorizado, mediante a vênia judicial, mas pretende-se uma restrição maior, visando impedir que sites sejam usados para “manifestações e incentivos à violência”, novamente uma sentença vaga que mal utilizada poderá estender os tentáculos segregadores a seguimentos que apenas desagradem ou façam oposição ao governo.

Punir duramente roubo de senhas aumentará a segurança
na internet, será que estão mais preocupados
com nossas opiniões que com nossa segurança? 

Como vemos são muitas as tentativas daqueles que querem evitar o debate, e as cruéis possibilidades abertas por aqueles que querem apenas mais segurança na internet, por isso é necessário se pensar em instrumentos de segurança, sem que atentem contra a liberdade ou o direito a informação, uma legislação mais dura para aqueles que roubam senhas, ou cometam pela rede crimes já previstos no código penal é bem vinda, tendo sempre como o limite o principio democrático, o direito a liberdade de expressão e de opinião e a livre circulação de informação.