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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jet Sky como arma, a guerra nossa de cada dia. O que o PT tem haver com isso?

Porta aviões São Paulo
Nota da Marinha afirma que fumaça preta já era esperada 
    
É a Marinha Brasileira a responsável por fiscalizar as condições de uso, e habilitar condutores marítimos em todo o país, mas falta de estrutura e atenção do governo petista, mostra o descaso dos mandachuvas federais com nossas forças armadas e com a vida das pessoas.

Documento dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica de 22 de novembro de 2011, obtido pela repórter Tânia Monteiro do jornal O Estado de São Paulo, sobre o estado dos equipamentos militares comprova que continua em curso o processo de sucateamento das Forças Armadas

O treinamento e preparo do pessoal acaba espelhando as condições precárias do equipamento e dos sistemas de armas e o resultado óbvio disso é a redução da capacidade de defesa do País, e também de vigilância de áreas sob responsabilidade das forças, como as praias e a orla marítima nacional.

Lancha cação em operação - Capitania dos Portos de SP
O problema, segundo a reportagem, não se deve apenas à falta de recursos, em termos absolutos, excluídos os gastos com a dívida pública e a Previdência, o orçamento militar é menor, apenas, que o do Ministério da Saúde, mas a liberação desses recursos, dinheiro pra valer, no caixa dos comandos, não é regular e contínua, o que prejudica enormemente qualquer planejamento militar, que depende de continuidade.

Os contingenciamentos de verbas comprometem os planos de reaparelhamento das Forças Armadas, não sabemos quantas embarcações a capitania dos portos de SP possui em condições de operar, muito menos a quantidade exata e o local onde a tropa realiza suas funções, tudo é vago e relativo.

A reportagem não deixa dúvidas que com o PT no governo a situação das Forças Armadas continua piorando, e com rapidez. Em março, nossa valorosa Marinha, que tem entre suas missões proteger a área do pré-sal, mantinha em operação apenas 2 de seus 23 jatos A-4, hoje, nenhuma dessas aeronaves tem condições de decolar do porta-aviões São Paulo. Das 100 embarcações militares, entre corvetas, fragatas e patrulhas, apenas 53 estão navegando. Dos 5 submarinos, só 2 estão operando.

Na Aeronáutica, dos 219 caças, apenas 72 (33%) estão em operação; dos 81 helicópteros, 22 (27%); dos 174 aviões de transporte, 67 (39%); dos 177 aviões de instrução e treinamento, 49 (28%). Se considerada a idade média da frota, a situação é ainda pior. Quase 90% dos aviões da FAB têm mais de 15 anos de uso, quando, para uma força operacional com um mínimo de eficiência, o recomendável é que no máximo metade das aeronaves tenha mais de 10 anos de uso. Quanto às baterias antiaéreas, as 9 existentes estão fora de uso.

No Exército, a situação não é melhor. Dos 1.610 veículos blindados, apenas 982 (61%) estão disponíveis; dos 78 helicópteros, 39 (50%)estão em operação; e, dos 563 obuseiros, estão disponíveis 449 (80%).

Esses números, e os últimos eventos envolvendo a vida das pessoas mostram a urgência da recuperação da capacidade operacional do setor militar, que, ao mesmo tempo, precisa ampliar o alcance de suas ações, e manter o controle e a capacidade de ação, vigilância e intervenção nas áreas sob sua responsabilidade.

Júlio César de Abreu, 19 anos, que desapareceu ontem na Barragem Corredor, em Campo Maior, após sofrer um acidente de jet ski. Piauí
Resgate do corpo de Mitchill Guilherme Pereira de Carvalho, de 9 anos, garoto que morreu após acidente com jet ski em um clube náutico de Ribeirão Pires

Grazielly, atropelada
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