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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cerca de 14 milhões de famílias estão superendividadas no Brasil


Brasília - Estudo realizado com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 14,1 milhão de famílias estão superendividadas no Brasil, ou seja, comprometeram mais de 30% do orçamento mensal com dívidas e tiveram que reduzir o ritmo de consumo ou ficar inadimplentes.

Segundo o deputado federal Marcus Pestana (MG), o crescimento no Brasil ainda caminha a passos lentos e com limites já visíveis. “O crescimento tem sido medíocre.

Ficamos, em 2011, em último lugar na América do Sul e em antepenúltimo na América Latina, muito abaixo dos países emergentes, como Índia e China. Esse índice modesto, embora seja alavancado pelo consumo devido ao aumento de renda e de crédito, tem limites claros, os quais começam a se manifestar na inadimplência”, disse.

Já o deputado federal Vaz de lima (SP) acrescentou que conceder créditos sem planejamento para as pessoas de baixa renda não significa ajudar. É preciso pensar nas consequências: “Num primeiro momento que, por algum motivo, elas não puderem pagar, assim o farão. As famílias precisam se alimentar e pagar suas dividas básicas. O governo não está pensando nisso. Faz uma política de curto prazo, pensando no retorno das próximas eleições.”

O levantamento mostrou também que cerca de 5,8 milhões estão na classe C e 6,6 milhões nas classes D e E. Em contrapartida, o governo anunciou na semana passada um pacote para estimular o consumo por meio do crédito, principalmente na compra de carros. Segundo economistas, esse pacote não surtirá muito efeito devido ao endividamento das famílias e a crescente taxa de inadimplência na compra de carros, que saltou de 2,5% em dezembro de 2010, para 5,9% no mês passado.